quinta-feira, 26 de novembro de 2009

VICTOR DUARTE "RIMA CLANDESTIN"





Victor Duarte, do Grupo KGB Squad, lançou o seu álbum a solo intitulado "Rima Clandestin", disponibilizando-o para download a todos os amantes do Hip Hop Kriolu.


Este é o primeiro álbum a solo deste rapper caboverdeano, que já tem dois trabalhos nas ruas através do seu grupo KGB Squad – "Laberint Psicologic" lançado em 2002 e "Sment Real" lançado em 2009. Juntamente com Nelson "Perturbod" Graça, compõe o colectivo KGB Squad, que foi criado em 2000, inicialmente composto com Victor Duarte, Makarov e Gerri, estes últimos afastaram-se para outras ocupações.


KGB Squad integra ainda o Clan "Lod Escur" com os grupos: Wild Mindz, Armadura d.Ace, Lutador Omnipotente e Beat Wizardz.


Depois de Mindelo, Victor Duarte passou 6 anos no Brasil, trabalhando com diversos grupos, mc's e produtores, tais como, T.G.K mcs, Finado de Coro de Rato Producões, Oz do Afrogueto, Rapadura, e o mc Da Ganja. Actualmente viver na Dinamarca, Victor preparou "Rima Clandestin" com produção própria e também de Ghost Killer e Marley Music, com participações de Finado, Greenspark, Marley, Rapadura e Mano Marck.



CABOTUGA - “R.I.P SCO – bo é um anjo”




CaboTuga acaba de lançar um vídeo em memória de um jovem caboverdeano, da ilha do Maio, assassinado no passado dia 25 de Julho de 2009 em Roterdão.

Silvano C.O., mais conhecido por SCO, com 20 anos de idade na altura, era um amante de Hip Hop. A música intitula-se “R.I.P SCO – bo é um anjo”, interpretado por CaboTuga com a participação de Ale & Tanisha, é da autoria de Jay’Ac e X-Press, com produção, pós-produção, montagem, direcção e produção de CaboTuga (Jay’Ac e X-Press).

cabotuga@live.nl
www.imeem.com/cabotuga

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DjuntArti – Hip Hop no Centro Cultural Francês

"Sextas do Hip Hop Consciente" é o nome de um festival de Hip Hop organizado pelo grupo DjuntArt, apresentado no Centro Cultural Francês (CCF), na Praia, destinado a jovens Rappers, Grafiters e B.Boys, cuja principal menssagem "é mostrar que é possivel trabalhar com profissionalismo e fazer Hip Hop de forma consciente" .

O grupo DjuntArt vai elaborar um documentário em video, que será depois exibido no (CCF), no início de cada apresentação, em que será mostrado o preparativo antes dos espectáculos, a vida familiar e o modo de vida dos participantes. O objectivo é, no futuro, acompanhar o processo da concepção artística, a planificação dos projectos até o término dos trabalhos e criar uma base de dados sobre o Hip Hop Cabo Verde, segundo Dudu Rodrigues, um dos promotores, à InforPress.

O Festival realiza-se uma vez por mês até Dezembro deste ano, no Centro Cultural Francês, tendo inciado em Outubro, mais precisamente no dia 8, com a participação dos Afro Democratas, Nyl-do Rap, Fidjus di Cabral, entre outros, o grupo DSD na Dança, o DJ Invisivel na Música e o Grafista Anderson. A segunda edição teve lugar no dia 13 de Novembro com Bairro Lado, G3, Pex, Kingston no rap, Jailson Jackson (sósia de Michael Jackson), o grupo CTT Dance na dança (Break Dance), além da apresentação do grafista Anderson.

DjuntArt é uma organização juvenil, composta por 20 elementos, que procuram fazer da arte um importante instrumento de inserção social, dando aos jovens a oportunidade de se exprimirem nos diferentes domínios, nomeadamente, na música, grafite, dança, e outros, em torno de determinados temas sociais.

"Somos um grupo de amigos Cabo-verdianos que resolvemos fazer algo para o desenvolvimento da arte em Cabo-verde. Dentro do nosso grupo fazemos teatro, aulas de pintura e desenho, dança (…). Nos encontramos várias vezes por semana para ensaios ou para convívios."
-djuntarti.blogspot.com

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

GRUPOS E MC'S DE HIP HOP KRIOLU

Consulte

Temos uma nova categoria denominada "Grupos e Mc's" onde vamos construir uma base de dados e concentrar informação sobre os Grupos e MC's que estão a actuar em nome do Hip Hop Kriolu, tanto em Cabo Verde como fora.

Nesta categoria vão estar dispostos por ordem alfabetica todos os nomes de grupos e/ou intervenientes do HHK que tenhamos conhecimento, para isso contamos com a vossa ajuda para manter actualizado e o mais completo possivel, onde teremos oportunidade de ver perfis, fotos, videos e alguns dados mais relevantes que nos permite construir a historia do HHK e os seus intervenientes.

Tenho deparado com uma certa dificuldade em saber quem é quem no Hip Hop Kriolu, principalmente feito em Cabo Verde, ouço nomes e músicas, tenho noção que o Hip Hop está a crescer, mas saber quem está a contribuir para isso permanece um mistério, tirando alguns nomes que vou conhecendo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

KOLETÃNEA HIP HOP DI CABO VERDE PA DR. G

Dr. G decidiu fazer uma coletânea dedicada ao Hip Hop Kriolu. O resultado foi este. Confira as músicas em baixo e clica aqui para fazer o download:

Shade B - Ceu Vazio [2008 - Best Of]
Mentis Afro - Ritmo di G's [2009 - Mundo Infernal]
Ghoya Aguenta Presson Solo - [2009 - 1 Vida Só Ka Ta Tchiga]
Jay feat mista Badia, Chullage e NPArdcore [2006]
AssassinoAssassino dja bem [2007 - Tha Mix Tape vol.2]
Karaka*brob Sim [2007- Best of karaka]
Bullet MovementDexa Pega Lumi
Jarul*Dexa di Drama [2009 - Laboratóriu]
DetroitÉ nós Bez [2008 - Manti mo nha pai]
Central SideFazenda [2008 - Certificado di Hip Hop]
D BossLike a Star [2009 - Nha Verson]
Republica feat Eder XavierManera Simples di fala di Bó
MitoNa es Jogo [2006]
Nay-Z feat MaritoTarrafal ké nha zona [2008]
Double HBNunca tcha d'snha [2009]
N.O.S. Preço di Vida [2008 - ministros de Educa-Son]
Si tudo dja caba - Rapaz 100 Juiz [2007 - United States of Assomada]
Sheiny feat Marito e Gianny Persiguiçon [2008]
West sidE Thug Luv feat Maisa
The Ghost unity Criança [2007 - The Ghost Album]

Koletânea - Hip Hop de Cabo Verde, por Dr G
Fonte: Nação Hip Hop

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

RAP TEM POWER



"Rap tem Power" é uma música de República, um grupo de Hip Hop caboverdeno sediado na cidade da Praia. Usei esse título para salientar essa expressão, mas devo acrescentar que em Cabo Verde esse poder ainda está mal explorado.

No Quenia um produtor/músico queria mudar a imagem de África, fazer um upgrade (actualização) do retrato que passa do nosso continente, afastando da violência, guerra, fome, doença. África é mais do que isso, África mudou.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

5 perguntas a... Jay'AC

Jay'Ac - CaboTuga



Nome/Grupo:
Jay'Ac - CaboTuga

Há quanto tempo está na música/Hip Hop?
Há apenas 2 anos e poucos...

Qual a sua opinião sobre o Hip Hop feito em Cabo Verde e o Hip hop kriolo?
A minha opinião sobre o Hip Hop feito em CV e Hip Hop Kriolu (HHK) é que são a mesma coisa. O que vejo para um é o que vejo para o outro, quando falo de HHK também esttou a incluir o Hip Hop que é feito em CV porque também é feito em kriolu, embora não seja só em CV é que se fala kriolu, mas quando ouves falar de HHK é claro que se refere a Cabo Verde... aquilo que se diz por aí que existe "Hip Hop di Terra" por um lado e "Hip Hop Kriolu" por outro, é opinião que não partilho.

Um conselho/menssagem aos grupos/rappers de CV?
A única coisa que posso dizer independentemente de nã estar lá (em Cabo Verde), é - "UNIÃO DE VOZ"- e fazer o nosso HHK ser ritmos e poesias. Tentar que a população crie outra imagem sobre o rap.

O que é que o Hip Hop Kriolu precisa para ter mais impacto?
Eu acho que é através de mais meios de divulgação e mais acção nos media.

Temos Hip Hop Kriolu de qualidade?
Nem tudo. Mas com o tempo acredito que sim.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

HIP HOP KRIOLU E KNOWLEDJE (CONHECIMENTO)

Hoje em dia eu vejo o Hip Hop em Cabo Verde a formar as suas bases, há uma certa mobilização dos intervenientes para que o movimento não pare e para que a "febre" não baixe. Se por um lado temos, em Cabo Verde, um mercado limitado para a indústria musical, que não impede a produção e o aparecimento de novos artistas todos os anos, num país onde a riqueza musical faz inveja a muitos outros fruto da diversidade local e únicas, com os estilos, uns tradicionais e outros importados a "lutarem" entre si para se destacarem e agradarem aos ouvintes, por outro lado vejo o Hip Hop como um "outsider", embora a população dominante seja jovem, que está a lutar pelo seu espaço.

Nisto lembro-me do que antigamente se passou com o Funaná e Batuco. Segundo reza a historia, o género Funaná (ferro e gaita) e mesmo o Batuco eram práticas proibidas pelo regime português, considerados mesmo pagãos e desordeiros. Eram ritmos ligados a festas, festejos e também que marcavam um acontecimento importante usados para relatar (criticar) momentos ou acontecimentos dignos de revolta. Foi com coragem e muita persistência de algumas personagens do nosso universo musical que tais géneros hoje fazem sucesso e em alguns casos são a bandeira do país.

Não sendo um género original de Cabo Verde, o Hip Hop, no nosso caso Kriolu, é feito por caboverdeanos para caboverdeanos. Muita gente não compreende o Hip Hop e ilude-se em preconceitos que só atrapalham em vez de ajudar. O Hip Hop é um movimento, não se prende com as suas origens (Nova Iorque), mas adapta-se à realidade onde se insere.

Existe uma faceta no Hip Hop que é pouco explorada tanto pelos rappers, como pelos produtores e amantes/ouvintes deste género em Cabo Verde. Falo do Conhecimento (Knowledge). O MC é muito mais contador de historias do que cantor ou animador. E isso requer Conhecimento, Maturidade e Esforço Intelectual, que não é valorizado, para transformar o que vê no que diz/canta. Sendo um género de intervenção social mais do que um género comercial, o Hip Hop acaba por ser usado de forma errada tanto por artistas como por amantes ou criticos desta forma de arte.

Cabo Verde, neste momento, é um país que está com todas as condições para o "Boom" deste género musical, fruto dos problemas sociais, onde o Hip Hop vai "beber", que assolam as ilhas. O desemprego, a violência doméstica, a falta de civismo, a liberdade de imprensa, a juventude alienada, o adultério, a poligamia, a pedofilia, a violência, o crime, a corupção, o tráfico de droga, a pobreza, a fome, a inercia do governo e da população, são inúmeros os dados que um interveniente do Hip Hop tem ao seu dispor para analisar, estudar, compôr e transformar em arma de luta para consciencializar para tais problemas.

Um MC, um B-Boy, um DJ ou um Writer devem abordar cada tema com complexidade de forma a focalizar no ponto mais forte capaz de alertar para a situação que é exposta. Esse "Knowledje" faz parte da Cultura Hip Hop tornando os intervenientes numa espécie de antropologo, sociologos ou psicologos, esforçados em tentar ser cada vez mais eficientes nas suas intervenções, procurando instruir-se para instruir os outros.
Na cena internacional não posso deixar de destacar o Rapper brasileiro "Gabriel o Pensador", cujo nome defende automáticamente o meu ponto de vista, que procura sempre em todas as suas músicas ter muito cuidado na elaboração das letras e dos temas, quase sempre críticas socias, ("O que está errado (tudo), deve ser mudado"), notando uma preocupação extrema com a menssagem. Em Portugal o Rapper Valete diz numa das suas músicas que já lhe acusaram de ser demasiado erudito ou intelectual para ser rapper. Já Tupac Shakur tem poemas das suas músicas a serem estudadas em Universidades Americanas.

Para concluir o meu raciocínio e terminar esta intervenção, quero realçar que é essencial dar ao Conhecimento a importância que tem neste movimento, deixar de lado a banalidade e lutar para o reconhecimento social que o Hip Hop terá no seio da população do país, mais cedo ou mais tarde já que temos uma população jovem, que se identifica com valores jovens. O país só sai a perder ao banalisar ou desprezar o Hip Hop mediante a força que representa não só como um meio educativo, de oposição política ou delator social. É preciso apostar nos modelos sociais que estão a fazer uso deste Conhecimento, que são hoje aquilo que Cabral, Catcház, Eugénio Tavares ou Pantera foram Lutadores e Pensadores.

Khalo
Dodu na Hip Hop Kriolu

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

RAPGODFATHER UM SITE A VISITAR

Hoje vou deixar aqui um link para onde podem ficar a par das últimas notícias do Hip Hop Americano bem como dos últimos lançamentos e álbuns que vêm a caminho.

O RapGodfathers é uma plataforma dedicada a construir o Hip Hop na rede. Podes saber novidades de, pratcamente todos os intervenientes da cena do Hip Hop, ter conhecimento em primeira mão dos àlbuns que estão a caminho e as datas do seu lançamento e ainda tens a possibilidade de descarregar videos ou DVDs ou oubir e descarregar álbuns. Divirtam-se.

Álbuns (datas de lançamento)
Notícias
Download
Videos/DVD